quinta-feira, 12 de outubro de 2017

CRIANÇA INTERIOR...



“Em todo adulto espreita uma criança – uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo, e que solicita cuidado, atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se e tornar-se completa.” Carl Gustav Jung


Você já deve ter ouvido falar que todos nós temos uma criança interior. Mas e daí? Porque ela é tão importante para nós? Simples: manter a nossa criança interior ativa e saudável é sinônimo de bem estar emocional e de autoestima equilibrada.
Infelizmente, é na infância que nós tivemos nossas maiores feridas emocionais. E se essas feridas não forem curadas, podem manter a nossa criança interior constantemente machucada. Nela estão presentes as lembranças boas, as ruins, os traumas, como também lembranças alegres, que posteriormente utilizamos como imagens para transcender emocionalmente. Muitas vezes a nossa criança interior precisa apenas de amor e aceitação.
De acordo com Rosemeire Zago, psicóloga e analista junguiana, é muito importante entrar em contato com a criança interior, pois é através desse contato que começamos a vivenciar o processo de individuação, ou seja, nosso crescimento. É a descoberta de nós mesmos. É preciso amar primeiro nossa criança, para depois amarmos outras pessoas e recebermos amor. Do contrário, sempre escolheremos, inconscientemente, relacionamentos doentes e destrutivos, recriando padrões da infância. Possuímos uma única arma contra dificuldades internas: a descoberta emocional da verdade sobre a história de nossa infância, que muitas vezes inclui abusos e muito sofrimento em silêncio.
Os adultos que têm a sua criança interior saudável não se reprimem quando querem fazer algo que não é “próprio de adultos”, como por exemplo comer um algodão doce a caminho do trabalho, sem se importar com o que as pessoas vão falar. Todos nós humanos temos a necessidade de voltarmos a ser crianças de vez em quando, e não há nada de errado nisso. Não é imaturidade, só deixaremos que a nossa criança interior se divirta.
Aquele que teve uma infância perfeita que atire a primeira pedra. Sabemos que ninguém, em sã consciência, teve uma infância perfeita. Por isso manter o contato com a nossa criança interior faz com que aprendamos a lidar com frustrações na nossa vida adulta, que não compreendíamos quando éramos crianças, por sermos muitas vezes feridos emocionalmente e não sabermos o que fazer com isso na fase infantil de nossas vidas.
Como fazer para curar a sua criança interior:

  • Em um ambiente tranquilo, feche seus olhos e respire profundamente algumas vezes. Lembre-se sua infância, tente recordar da sua primeira lembrança, o mais criança possível. Lembre-se do seu quarto, de todos os móveis. Agora pense em você adulto entrando naquele quarto e encontrando você criança. Como seria essa conversa? Qual a sensação? Você adulto hoje pode cuidar de você criança?
  • Faça perguntas para essa criança. Do que ela gosta. Do que ela não gosta. Veja se você vive de acordo com as vontades dessa criança. Você criança se orgulharia de você adulto?
  • Lembre-se do que você gostava de brincar. Como você passava o seu tempo?
  • Não tenha vergonha de brincar, pular ou dançar. As crianças são livres e deveríamos ser também. Isso é saudável. Não se reprima.
  • Fale mais sozinho. As crianças falam com seus bichos de pelúcia e bonecos, elas dão vida a tudo. Experimente desabafar com um brinquedo. Vale até o travesseiro. Converse também com a sua criança interior como se ela fosse uma pessoa ao seu lado, seja carinhoso, amoroso.

Segundo Osho, somente quem vive por meio do coração, brinca e se permite cantar, consegue absorver o mistério daquilo que não se explica, mas também é relevante para a alma. Tente, não tenha medo. Com certeza, você se tornará mais vivo, mais feliz e  terá a oportunidade de saborear o que a vida realmente é.
Sempre é tempo de reencontrar sua criança interior e colorir a sua vida. Que nós nunca deixemos nossa criança interior morrer!
  
* todas as imagens retiradas da internet


terça-feira, 5 de setembro de 2017

SETEMBRO AMARELO – O QUE É ISSO?



Setembro Amarelo é uma campanha que ocorre em todo o Brasil durante o mês de setembro e tem como objetivo ressaltar a necessidade da prevenção ao suicídio. O período foi escolhido porque 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.
Com o Setembro Amarelo, a ideia é promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio, além de divulgar o tema e alertar a população sobre a importância de sua discussão.
Esse projeto teve início no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), onde as primeiras atividades ocorreram no ano de 2014, em Brasília.
Atualmente, o suicídio é um problema de saúde pública no Brasil, e sua ocorrência tem crescido muito entre os jovens. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), nove em cada dez casos poderiam ser prevenidos. Todavia, as pessoas fogem do assunto, e por medo ou até mesmo desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas. Muitas vezes a própria vítima não entende que precisa de ajuda e acaba se isolando em uma solidão desesperadora.

Como reconhecer os sinais que podem salvar a vida de quem você ama


Existem alguns sinais de alerta que podem salvar a vida de alguém que está com pensamentos suicidas. Quem pretende tirar a própria vida apresenta os seguintes padrões de comportamento:

  • Remoer pensamentos obsessivamente;
  • Sentir-se completamente sem esperança;
  • Enxergar a vida sem nenhum significado;
  • Sensação de pensamentos envoltos em uma névoa;
  • Dificuldade de concentração.

Emoções de uma pessoa com ideias suicidas: elas podem se manifestar em alterações extremas de humor, excesso de raiva ou sentimentos de vingança, ansiedade, irritabilidade e sentimentos intensos de culpa ou vergonha. Pessoas com tendência suicida normalmente se veem como um fardo para a família e sociedade na qual estão inseridas e acreditam que estão sozinhas, mesmo quando estão perto de outras pessoas.

Algumas frases frequentes também são sinais de alerta: 

  • A vida não vale a pena;
  • Não vou ficar triste porque não vou estar mais aqui;
  • Você vai sentir minha falta quando eu for;
  • Ninguém vai sentir a minha falta quando eu morrer;
  • Não aguento a dor;
  • Não consigo lidar com isso;
  • Estou tão sozinho que queria morrer;
  • Não se preocupe, eu não vou estar por aqui para ver isso acontecer;
  • Não vou te atrapalhar mais;
  • Não queria ter nascido, entre outras.

Todavia, muitas vezes o maior potencial para o suicídio não é o fundo do poço, mas a súbita sensação de melhora. Isso pode indicar que a pessoa aceitou a decisão de encerrar a própria vida e está aliviada por ter um plano. Então, se uma pessoa depressiva e com grandes tendências suicidas melhorar subitamente, procure tomar providências imediatas.

Buscando ajuda profissional

Quem sofre com tendências suicidas deve iniciar um tratamento urgente e tomar medicações necessárias. Um acompanhamento psicológico não só para o paciente mas também para seus familiares será o grande diferencial para que o processo de cura se instale de uma forma mais rápida e eficaz.
Não tenha medo de conversar com a pessoa. Lembre-se de que o isolamento fará com que a mesma persista nos pensamentos suicidas. Todavia o carinho ajudará muito nesse momento.

Quando alguém pensa em suicídio, é pra matar a dor e não a vida!
Faça parte você também dessa campanha. Ajude. Divulgue. Acolha.


*imagens retiradas da internet

sábado, 26 de agosto de 2017

SER PSICÓLOGO...



Ser Psicólogo...
É acolher o EU mais profundo de uma pessoa e ajudá-lo a vir à tona, sem culpa e sentindo melhor consigo mesmo.
E muitas vezes, os profissionais da área da Psicologia se esbarram em algumas questões, como:

  • Você é psicólogo(a) e não deveria fazer isso.
  • Você é psicólogo(a) e não deveria rir disso.
  • Você é psicólogo(a) e não deveria rir tão alto.
  • Você é psicólogo(a) e não deveria se sentir triste.
  • Você é psicólogo(a) e não deveria fazer piada com isso.
  • Você é psicólogo(a) e não deveria ser tão sério... entre tantas outras...

Sabemos que a perfeição é uma ilusão. Fazer tudo perfeitamente é impossível para qualquer ser humano, inclusive para nós, psicólogos.
Afinal de contas, que psicólogo nunca se esbarrou em uma dor semelhante a sua durante uma consulta?
Claro que um bom profissional faz a sua psicoterapia primeiro para se respaldar e ter um controle emocional amplificado para tratar do outro. Mas lutar afincadamente pela perfeição é pedir o impossível.
Nós, psicólogos(as), dormimos, comemos e também erramos! Não analisamos os nossos amigos e família. E não somos videntes ou muito menos telepatas.
Nas reuniões familiares, festas, no churrasquinho do fim de semana, somos apenas pessoas como qualquer outra pessoa é. Dançamos, bebemos, nos divertimos e não há nada de errado nisso.
Ficamos doentes e não somos santos. Estudamos muito (e quando digo muito é muito mesmo) e também temos nossa vida pessoal e social. Namoramos e sofremos por amor. Ficamos deprimidos, choramos, temos estresse e ficamos de mau humor.
Sinto decepcioná-lo, mas um curso de graduação não tira do psicólogo(a) a sua essência humana. Por isso estamos sujeitos a qualquer tipo de problemas, como todo mundo. O estudo do comportamento humano não nos torna vacinados contra absolutamente nada.
Portanto, se você acha que vai encontrar no psicólogo um “ser” que é perfeito, está enganado.
Antes de ser um profissional, o psicólogo é um ser humano. Sim, somos de carne e osso como você. E a tecnologia ainda não conseguiu criar robôs que possam exercer a nossa profissão, pois somos doutores da alma e não programas previamente fabricados.
Valorize o seu(sua) psicólogo(a)!
Homenagem a todos os profissionais que fazem da sua vida uma profissão para transformar este mundo em lugar um pouco mais humanizado!
27 de Agosto – Dia do Psicólogo
*IMAGENS RETIRADAS DA INTERNET

domingo, 30 de abril de 2017

OS FILHOS DO QUARTO




 Olá, tudo bem com vocês? Relendo as mensagens que recebo me deparei com esta que se faz muito oportuna no momento. Nessa fase de séries e jogos via internet, esse texto escrito pela psicopedagoga Cassiana Tardivo se faz muito oportuno, pois nos leva a refletirmos muitas coisas que realmente estão à nossa frente e nós nos esquivamos a todo momento. Está na hora de pararmos de colocar a culpa nas situações que nos acometem diariamente e saírmos dessa zona de conforto. Que possamos ser adultos responsáveis por essa geração que colocamos como "o futuro da humanidade", para que realmente essa humanidade possa vir a ter um futuro digno. Boa leitura!
Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, mares... Hoje temos perdido eles dentro do quarto!
Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouví-los, mesmo à distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.
Quanto entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.
Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança. Quanta imaturidade nossa.
Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é...
Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.
Dentro de seus quartos perdemos os filhos pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar...
Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles têm sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.
Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos. Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente.
Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço a você um convite e, por favor, aceite!
Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablete, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiro, e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo dois dias estabelecidos na sua semana a noite (além do sábado e domingo).
E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidade de tê-los vivos, “dando trabalho” e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal.


Texto de Cassiana Modolo Tardivo - Psicopedagoga
imagens da internet