quinta-feira, 29 de maio de 2014

A INVEJA NO LOCAL DE TRABALHO



Segundo a enciclopédia virtual livre Wikipédia, Inveja ou Invídia é um sentimento de tristeza perante o que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materiais como qualidades inerentes ao ser). A inveja pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual.

Como identificar os invejosos 

Não é tarefa tão simples saber quem são as pessoas invejosas dentro da empresa, pois os mesmos agem de forma muito sutil. “Na frente parecem bons amigos, mas ao dar as costas falam mal dos colegas”. Os invejosos não perdem a oportunidade para diminuir o trabalho do colega. Eles não elogiam e nem parabenizam o outro por alguma conquista, mas quando elogiam não são sinceros. Além disso, não poupam esforços para alfinetar o colega. “Se ele ainda não chegou, ele, sutilmente, pergunta ao chefe onde a pessoa está e por qual razão está fora do local de trabalho querendo passar a impressão de que o colega é atrasado, enquanto ele é pontual e assíduo.”

Comparando...

O ser humano é um ser de comparação. Vive a se comparar com os
outros, e a fazer comparações entre pessoas, objetos, situações. Está sempre pronto a julgar e competir. Este é um dos caminhos que levam à infelicidade. Carl Gustav Jung assinalou que cada ser humano busca ser o que é (individuação) e isto lhe assegura estrutura e realização, segurança e autoestima. Entretanto, por situações ditadas pelo meio, buscamos ser outra pessoa que não a nós mesmos; realizar o que os outros realizam; sonhar o sonho dos outros, zombando dos nossos anseios internos e profundos.

Olho-gordo

Quem já não vivenciou um mal-entendido quando alguém resolveu dar boas notícias! O senso comum concorda que é melhor se precaver: Inveja traz mau-olhado. Quando estamos vivendo uma situação muito boa é melhor calar. Olho-gordo é um nome popular para a inveja. Pois quando o invejado toma para si as projeções negativas do invejoso, acaba por concretizá-las. O tema que evoca a inveja é sempre alguma coisa que poderia revelar o que está faltando na personalidade daquele que a sente. É como se o invejoso falasse em voz alta algo que o invejado não gostaria que jamais viesse à tona. Neste sentido, para não se deixar contaminar pelo veneno do invejoso, o invejado deve observar com honestidade sua reação frente ao ataque do invejoso. Se ele estiver livre das questões expostas pelo invejoso, sua clareza de intenção irá protegê-lo do possível ataque do olho-gordo.

Sentimento de inveja

A inveja surge do sentimento de que somos incapazes de viver
nossos próprios sonhos, de alcançar nossas metas e realizações. Por isso, o exemplo daqueles que realizaram algo nos faz lembrar aquilo que não fomos capazes de fazer. No entanto, muitas vezes a sensação de incapacidade, a matriz da inveja, deve-se à escolha inadequada de metas, como desejar algo que não está ao nosso alcance. Em geral, costumamos não valorizar as coisas que já realizamos e assim cultivamos a sensação de desvalia sem nos darmos conta de nosso próprio valor. Neste sentido, a inveja consome o invejoso, porque o faz dar valor apenas ao que está além de seu alcance.

Proteja-se
  • Nenhum ambiente de trabalho está imune aos profissionais que, motivados pela inveja, sabotam seus colegas de trabalho. Para se proteger dessas pessoas, o primeiro passo é procurar não alimentar o sentimento dessas pessoas. Quem dá muita atenção às fofocas e às atitudes do invejoso está de certa forma contribuindo para que o problema cresça. 
  • Evite a superexposição. Compartilhar projetos pessoais e profissionais, falar demais sobre a vida íntima e não guardar segredos são alguns fatores que podem ajudar o invejoso a criar obstáculos contra a pessoa dentro da empresa.
O papel do líder

Uma dose de competitividade no ambiente de trabalho é até
saudável. Mas, para que ela tenha efeito positivo na empresa, o líder ou o chefe precisa gerenciar os conflitos entre seus colaboradores. Percebendo que há invejosos que estão prejudicando o clima dentro do grupo, ele precisa intervir e buscar uma mudança de postura dentro da equipe. O verdadeiro líder é atento a sua equipe e buscar intermediar conflitos, buscando o bem-estar de todos.

Admiração ou Inveja?

Quando se olha para alguém com inveja, perde-se uma grande chance de aprender com essa pessoa, uma vez que acontece um bloqueio para enxergar nos exemplos dela caminhos para o próprio crescimento. “Você se concentra em encontrar deficiências que nem a mãe do indivíduo conseguiu enxergar. Mas é a admiração que permite que você consiga perceber ensinamentos nas conquistas e caminhos que o outro trilhou, nas técnicas que usou”. A inveja impede alguém de desenvolver essa capacidade porque é preciso ter humildade.

Está difícil lidar com esse sentimento negativo? Procure um psicólogo. 
Peça ajuda. 
Lembre-se: você sempre pode melhorar! Liberte-se daquilo que te impede de crescer!


sábado, 26 de abril de 2014

AMOR E RELACIONAMENTO: PRISÃO OU LIBERDADE?




Segundo o dicionário, relacionamento é o ato ou efeito de relacionar-se, em maior ou menor grau. Conviver ou comunicar-se com os seus semelhantes; ligação de amizade afetiva, profissional etc., condicionada por uma série de atitudes recíprocas.

Todavia, quando iniciamos um relacionamento, tendemos a aprisionar o outro nas nossas ideias e valores, e achamos que isso é extremamente libertador. Será?

O amor se torna uma prisão quando é possessivo, dominador ou controlador, quando não se pode ser naturalmente quem se é... O medo de perder o outro acaba se tornando uma prisão psíquica, que nos faz esquecer que amor é doação, entrega. Humanamente temos a tendência de aprisionar o amor, de possuí-lo e limitá-lo, transformando-o em suprimento de nossas carências, em recompensa de nossos esforços; tratamos o amor como um investimento que obrigatoriamente tem que nos retornar o maior
lucro possível.

O amor liberta... desde que você não o aprisione! O amor e a liberdade andam juntos. Afinal, quem consegue viver sem amor? Quem consegue viver sem amar? E quem consegue viver sem ser livre?
 

Quando o amor aprisiona..............é  a necessidade de cuidar quando o cuidado é dispensado.

Quando o amor é dominador, controlador.........................................é sentimento de posse.

Quando o amor é ciumento................................................... se torna inseguro e imaturo.

Quando é egoísta e manipulador............................................................. fica  chantagista.

Quando se esquece de doar, de se entregar......................................... é o cúmulo do egoísmo.


Amor é querer ver o outro bem, ficar feliz com suas conquistas, estar junto quando possível, sentir saudades na distância. Qualquer outro significado não é amor. Pois quem ama não fecha a gaiola, não coloca correntes, não dita regras, não aniquila ou subjuga. Quem ama, ama pelo simples prazer da pessoa existir. E, se resolve partir, deixa para nós o legado de sua existência de pessoa especial que foi enquanto esteve presente.

De acordo com o psicólogo Miguel Lucas, é inevitável que os parceiros vão ter na grande maioria das vezes opiniões diferentes.  Mas o problema não é a existência de conflitos entre os parceiros, o problema coloca-se na forma que  lidam com as situações.  Quando os nossos egos se colocam no caminho, as nossas mentes tornam-se turvas entrando-se num sem número de argumentos descabidos. Algumas pessoas usam esses conflitos como uma oportunidade para obter respostas: “É o meu relacionamento mais forte que o problema?” Usam as situações como uma forma de medir a estabilidade da relação. Não percebendo que a própria questão contribui para o conflito.


COMO LIBERTAR O SEU RELACIONAMENTO:

  • CONSCIENCIALIZAÇÃO: trazer consciência à situação em questão. Torne-se observador dos seus pensamentos, emoções, necessidades e ego. Pergunte a si próprio:
 - O que é que eu quero neste momento?
 - O que eu quero vem do meu coração ou do meu ego?
 - Conseguir o que quero, permite-me ser uma pessoa melhor?
 - Conseguir o que quero vai me trazer felicidade e realização?
 - Quais são os aspectos mais significativos na minha vida? Isto se encaixa nos meus valores?
  • EXPRESSE NÃO SUPRIMA: fale livremente e abertamente. Sim, a verdade pode magoar, mas se você assumir a responsabilidade pelas suas palavras e falar de forma respeitosa para o outro, a sinceridade e honestidade expressa na sua mensagem irá sobressair.
  • RECONHEÇA A CRIANÇA BIRRENTA: ao trazer consciência para a situação, irá ficar mais capacitado para reconhecer quando é que o seu parceiro se encontra no estado de criança com birra. Quando ele está nesse estado, será extremamente benéfico manter-se calmo. Não personalize aquilo que é dito pelo outro enquanto ele estiver naquele estado, ele não queria dizer aquilo e provavelmente mais tarde irá arrepender-se.
  • PADRÃO DE INTERRUPÇÃO: quando fazemos algo repetidamente, isso se torna um hábito. Em vez de iniciar um conjunto de ações em que mais tarde se venha a arrepender, é importante trabalhar no sentido de arranjar qualquer coisa que interrompa definitivamente os comportamentos não desejados.
  • OLHA-ME NOS OLHOS: se você verificar que o seu parceiro começou a ficar irracional ou a ficar chateado, peça-lhe para olhar nos seus olhos, mesmo que seja por breves momentos. Este pequeno exercício de direcionar a atenção para a presença dos dois, pode fazer com que se lembre de quem são, e o quanto gostam um do outro.
  • RESPIRE: feche os seus olhos e concentre-se na sua respiração. Faça algumas respirações profundas e depois continue a respirar normalmente. Sinta a energia que recebe ao respirar. À medida que vai mudando o foco, conseguirá igualmente mudar seu estado mental e emocional.
  •  PERGUNTE A SI PRÓPRIO: "estou a argumentar com o objetivo de ganhar a discussão?" - se a resposta for sim, pergunte a si próprio em que é que a vitória desta discussão fará diferença na sua vida daqui a cinco anos, ou para a semana, ou então amanhã? Este exercício coloca a discussão em perspectiva e por vezes pode fazer cair por terra toda a sua postura colocada na situação.
  • COLOQUE-SE NO LUGAR DO OUTRO: se imagine no lugar do outro. Tente sentir a dor que o outro está vivendo. Como é que ele se sente? O "eu" deixa momentaneamente de existir, e agora você é a outra pessoa. Viva as suas palavras e sentimentos como se fossem seus. Este simples exercício te ajudará a desenvolver a compaixão e a levar em consideração o ponto de vista do outro.
  • REFRESQUE-SE: vá para uma divisão diferente da casa ou para um local que não seja tão comum à sua rotina. Procure clareza e entendimento sobre os seus sentimentos e aquilo que quer para si e para sua relação. Veja se existe alguma coisa diferente que possa fazer e acrescente valor ao seu relacionamento.
  • OUÇA: ouça a outra pessoa, realmente. Dê-lhe o respeito que ela merece ter. Permite que o outro fale e exponha suas questões, opiniões, sentimentos ou ideias sem o julgar. Renda-se a esse momento de abertura e concentre-se nele. Ouça o outro como se estivesse ouvindo a si mesmo.
  • DESCULPE E EXPLIQUE: peça desculpas e mostre que é isso que pretende, explicando o motivo pelo qual está a pedir desculpas. Não se intimide ou deixe que o seu orgulho intrometa. A vida encarrega-se de nos mostrar que é curta, por isso tente fazer as coisas corretas, ao invés das coisas corretas para o seu ego.
  • RENUNCIE À DEFENSIVA: renuncie à necessidade de se colocar na defensiva quando existir uma discussão. Esteja atento quando o outro expressa os seus sentimentos. Não  trate aquilo que o outro expressa usando a crítica; ouça com aceitação e com um desejo genuíno de amor ao outro. Esta não é uma luta pelo poder, é uma conversa.
  • CONCENTRE-SE NO QUE O OUTRO FEZ DE BOM: quando estamos chateados com o nosso parceiro, tendemos a nos concentrar naquilo que ele fez de errado ou que não gostamos que faça ou diga. Lembre-se: aquilo no qual nos focamos expande-se. Concentre-se sempre no que o outro fez
    de correto, naquilo que gosta nele, nas características pelas quais se orgulhou e fez com que você se apaixonasse; e que consequentemente faz dele um ser único e extraordinário.
  •  PARE DE APONTAR O DEDO: colocar a culpa no outro mantém a luta viva. É uma progressão natural culpar os outros ou as situações pela nossa infelicidade e desconforto.
  • GRATIDÃO: quando mudamos o nosso foco, mudamos também o nosso estado de ser, permitindo desta forma nos afastarmos de más sensações e estados incapacitantes. Podemos através desta capacidade extraordinária apreciar o que a vida tem de melhor.
  • CONSTRUA UM FORTE SENSO DE VALOR: as inseguranças que se expressam nos relacionamentos são resultados das inseguranças que transportamos em nós próprios. Devemos nos propor ao exercício de gostarmos de nós antes de nos propormos a amar os outros. Dedique algum tempo a construir uma relação forte consigo mesmo, neste processo terá o oportunidade de se deparar com as suas inseguranças e lentamente desintegrá-las, aproximando-se de si apreciando-se pelo que é. Passe algum tempo de qualidade consigo próprio e encontre-se.


LEMBRE-SE: 
NÃO EXISTE UM CAMINHO PARA A FELICIDADE. 
A FELICIDADE É O CAMINHO. 
LIBERTE-SE! 
AME! 
SEJA REALMENTE FELIZ!!!!!!!!!!!!!!!