sábado, 27 de fevereiro de 2016

REFLETINDO SOBRE NOSSAS DEFICIÊNCIAS



Olá pessoal, que saudade que eu estava de vocês. Fiquei um tempo ausente mas agora estou de volta e com a corda toda. Espero que gostem desse material que preparei para vocês. Deixem seus comentários, críticas e opiniões. Forte abraço.

Deficiência é o termo usado para definir a ausência ou o mau funcionamento de uma estrutura psíquica (mente), fisiológica (organismo) ou anatômica (corpo).


Deficiente é aquele que não consegue modificar a sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. Quantas vezes nos preocupamos tanto com a opinião das outras pessoas que acabamos esquecendo de nós mesmos... 


Até que ponto você anda se comportando como uma pessoa  deficiente? Vale a pena ser assim? Porque se colocar no papel de vítima se você pode se tornar o autor de sua própria história?
 
A loucura é considerada uma deficiência mental, todavia louco mesmo é quem não procura ser feliz com o que possui. Quantas vezes reclamamos que não temos dinheiro, e esquecemos que temos um lugar para chamar de lar. Quantas vezes reclamamos por não ter uma comida diferente para comer, e esquecemos que mesmo sendo pouco, não faltam alimentos em nossas casas. Reclamamos pelo filho que dá trabalho, e esquecemos que fomos agraciados por Deus por podermos ser pais e mães. Reclamamos das contas que temos que pagar, mas nos esquecemos  que mesmo sendo pouco, temos um dinheiro para receber todo o início de cada mês. Reclamamos das pessoas, dos amigos, mas não fazemos nada para mudar, apenas criticamos, na maioria das vezes apenas observamos as coisas quando poderíamos ter atitudes. Quando é que você vai ser feliz com o que possui? Quando é que você vais ser feliz por ser quem você é?
 
A cegueira é considerada uma deficiência visual, mas cego mesmo é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores. Existe um ditado popular que explica muito bem isso: o pior cego é aquele que não quer ver...  Quando é que você vai tirar essa viseira que o está impedindo de ver as coisas belas da vida? Quando é que você vai se livrar dessa venda que você insiste em colocar nos seus olhos para não ver a verdade nua e crua: que quem precisa mudar é você!!!! Que você precisa sair do papel de vítima... e acreditar que a vida vale a pena. Que você vale a pena. Quais são as cores que você está escolhendo para pintar a tela da sua vida? Lembre-se que se estiver de olhos vendados dificilmente conseguirá acertar as cores...  Quando é que você vai abrir realmente os seus olhos para a vida? Para a sua vida? Ou vai passar o tempo todo na escuridão, só se lamentando do que podia ter feito e não fez? Abra os olhos enquanto ainda dá tempo. Não esses olhos físicos. Mas os olhos da alma e do coração. E se surpreenda com o que será capaz de ver!

A surdez é uma deficiência auditiva, todavia surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para os seus problemas pessoais. Se você não aprender a ouvir, ninguém vai parar para escutar você. Aprenda a ouvir. Aprenda a ouvir as coisas boas que te rodeiam. Se desapegue das coisas ruins. Ouça o que te faz crescer como pessoa. Quando você ouve e compreende o que está ouvindo, as coisas mudam... para melhor ou para pior. A escolha sempre é sua. Mas se a escolha é sua porque você vai deixar as coisas mudarem para pior? Abra bem seus ouvidos e ouça. E se o som não for agradável transforme-o em um som agradável. Você consegue.  Lembre-se: temos dois ouvidos e somente uma boca...

Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia. Isso é o que mais acontece hoje em dia. Nos deparamos com a situação, temos até uma opinião formada, e escondemos essa informação... não falamos. E o que é pior, na maioria das vezes abrimos a boca só para falar da vida de fulano que fez isso ou aquilo de uma forma negativa. A mesma boca que abre pra falar coisas negativas também pode se abrir para falar de coisas positivas. O que você anda fazendo com a sua boca? Ela tem se mantido fechada somente quando é para coisas boas? Cuidado... você pode estar perdendo uma oportunidade ótima de ser feliz e contagiar todos a sua volta com a sua felicidade. Deixe de ser mudo... fale... grite se for preciso... e ajude a transformar o mundo. Principalmente o seu mundo interior em um lugar melhor para se viver.

Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. O que está te impedindo de levantar, sacudir a poeira e ser feliz? Qual o motivo de parar a sua vida dessa maneira? Porque ficar parado(a), sentado(a), esperando a vida passar? A vida acontece lá fora. Aprenda a viver apesar dos obstáculos. Você pode se justificar dizendo que está sentindo dores fortes nas pernas que o impedem de andar. Mas eu preciso te lembrar que para as dores do corpo sempre existe remédio, tratamento. E para as dores da alma também, que são curadas através da sua espiritualidade. Mas se você não quiser ser curado vai ficar sentado(a) pra sempre juntando o pó da desesperança, da tristeza, da solidão ao redor de você. Sacode essa poeira aí. Sacode essa poeira, levante-se e ande em direção à sua felicidade.


O verdadeiro deficiente não é aquele que nasce cego, surdo, mudo, paralítico, ou que possui uma deficiência mental.  Deficiente é aquele que podendo viver escolhe apenas sobreviver. Deficiente é aquele que podendo ser um doce de pessoa escolhe ser uma pessoa amarga durante toda uma vida. Deficiente é aquela pessoa que podendo ser um gigante escolhe ser um anão e não deixa o amor crescer dentro de si. E então chegamos a maior de todas as deficiências. A miséria.


A maior das deficiências é ser miserável, pois pessoas miseráveis são todas aquelas que não conseguem falar com Deus, ou que não conseguem manter uma filosofia de vida que as façam crescer como pessoas. Não importe se você usa roupas importadas ou se ganha roupas de outras pessoas. Não importa se você é branco, preto, amarelo ou pardo.  Se você não trabalhar a espiritualidade na sua vida você se tornará um ser humano miserável. Nunca desista dos seus sonhos. Faça planos. Tenha metas. E independente da dificuldade, acredite que você pode vencer, pois jogando todas essas deficiências de lado com certeza você se tornará um vencedor e um autor de sua própria história, passando a viver em um mundo onde a maioria apenas sobrevive.



 * imagens retiradas da internet

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

LOQUACIDADE - O HÁBITO DE FALAR MUITO



Segundo o dicionário informal, Loquacidade tem como significado o hábito de falar muito. Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise, afirma em seus estudos que falar demais está ligado a conflitos mal resolvidos nos primeiros dezoito meses de vida (fase oral da criança), o que levaria a uma fixação oral na vida adulta.
Mas se falar é um forma eloquente de comunicação, porque esse hábito pode deixar você em apuros? Talvez pela forma como você possa estar administrando esse comportamento. Pessoas que falam a todo o momento esquecem-se de observar ou simplesmente ignoram pequenos fatos que estão acontecendo ao seu redor. E por isso podem muitas vezes projetar uma imagem de que não se importam com os sentimentos alheios. Além do mais falar demais aumenta proporcionalmente o risco de cometermos erros.
A comunicação é a chave para o sucesso, pois aquele que possui boa forma de expressão e clareza nas ideias facilmente obterá êxito na vida. Será? Aí está a diferença crucial para determinar bons relacionamentos interpessoais: se comunicar bem é diferente de falar bastante. A pessoa que possui por hábito a compulsão por falar acaba nutrindo pensamentos doentios, pois quem fala demais não pode ouvir nada além de si mesmo, o que fará seu comportamento se tornar egoísta. Falar muito pode estar ligado a uma forma de não viver, de não estar de verdade presente. As palavras possuem um significado que camufladamente escondem um vazio interno.
Além do mais, o hábito de falar demais pode cultivar o que chamamos de maledicência. Vejamos algumas características de pessoas que possuem esse hábito:
- não são leais: falam mal de qualquer pessoa, inclusive daqueles que consideram amigos;
- acham que sempre tem razão: distorcem a realidade e só veem o lado que lhes interessa;
- não possuem escrúpulos: acabam por se tornarem pessoas perigosas porque não se importam se o que estão dizendo é verdade ou não;
- não possuem amigos: fazem alianças em prol dos seus benefícios e ganhos pessoais.
- acabam sendo sádicas: quanto mais doloroso ou humilhante for o que têm para dizer sobre o outro mais prazer sentem ao repetir e compartilhar.
Se você já teve algum comportamento assim, calma, não é o fim do mundo. Esse é um processo que pode ser revertido e a terapia ajuda bastante durante essa caminhada.  Basta termos equilíbrio em tudo o que fizermos, inclusive no falar. Quem fala mais, erra mais. Muitas pessoas cometem erros gravíssimos porque não sabem esperar. Não sabem se calar. Não fazem do silêncio seu fiel amigo e companheiro. Seja mais observador. Não dos outros, mas de si mesmo. O hábito de falar muito pode ser apenas uma forma inconsciente (ou não) de você não querer enfrentar as suas próprias questões.
Falar demais pode fazer com que você se torne uma pessoa egoísta, já que só vai acreditar na sua verdade. Isso pode resultar em um comportamento “reclamão” onde a pessoa fala demais sobre si mesma , não dando espaço nem atenção para as opiniões alheias, resultando em atitudes inconvenientes. Dificilmente uma pessoa falante é capaz de demonstrar empatia pelo outro. O comportamento de falar demais pode ser tão prejudicial a ponto de afastar as pessoas ou até mesmo de perder oportunidades promissoras na carreira de trabalho, como uma promoção por exemplo.
A pessoa inteligente sabe ouvir e consegue perceber as oportunidades através do exercício da observação. Se você ainda não consegue agir dessa maneira, procure ajuda. Se policie. Seja persistente e mantenha o pensamento positivo. Em breve se surpreenderá com suas mudanças. E se mesmo assim a dificuldade persistir, lembre-se do velho ditado: “em boca fechada não entra mosca”!

domingo, 26 de julho de 2015

MENSAGEM NÃO VISUALIZADA: ANGÚSTIA DO COMPORTAMENTO APRENDIDO.




Olá queridos leitores. Tenho recebido em meu consultório vários problemas relacionados com a facilidade de comunicação pelas redes sociais. E recentemente recebi um link de um paciente com um texto que me instigou bastante, devido à clareza da exposição das ideias sobre um tema tão complexo. A autora, Thais Barrinha, que também é psicóloga e estudiosa do comportamento humano, discorre de forma admirável e simples sobre este vasto tema. Compartilho com vocês este texto e espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei.
Observação: o texto foi reproduzido na íntegra. No final encontra-se o link da página onde o mesmo está hospedado.



Mensagem não visualizada: angústia do comportamento aprendido.
A evolução é mesmo um fator intrigante.
Com a comunicação facilitada pela internet, estamos cada vez mais próximos e em maior contato verbal com o outro. Estamos fisicamente mais acessíveis e a espera para se comunicar é menor, o que facilita e pode até mesmo agilizar alguns processos. A espera das cartas e os intervalos de dias na expectativa em ver a pessoa querida, foram substituídas por mensagens instantâneas que acontecem a qualquer hora do dia tornando as pessoas presentes umas nas vidas das outras em qualquer momento, compartilhando emoções.


Mesmo com todas as mudanças na comunicação, há um fator imutável, seja nos flertes dos anos 30 ou nos do Tinder: esperamos o tempo inteiro pela aprovação do outro.
Apesar de toda essa proximidade e facilidade relacional gerada pela internet, existe um lado obscuro que está diretamente ligado a nossa necessidade de sermos aprovados: os meios de se detectar se somos aceitos ultrapassaram a linguagem corporal, um “eu gosto de você” ou uma ação física, sendo substituídos em muitos casos por sinais de confirmação de leitura de uma mensagem.
A necessidade de controle que temos sobre a vida do outro tomou uma proporção que foge da percepção da maioria: a tal confirmação de leitura tem se tornado na vida de muitos a maneira de medir os sentimentos do outro.


 

Mais do que isso, a partir de agora você mede a sua importância na vida do outro a partir da velocidade que sua mensagem é respondida. E se a última visualização aconteceu há poucos minutos mas sua mensagem permanece sem resposta, temos um problema. Mas, se a última entrada aconteceu e mesmo assim sua mensagem não foi visualizada, bom… Temos aí um bom motivo para rompimento!
Como é que foi construído todo esse paradigma em torno dos facilitadores de contato?



Estamos cada dia mais controladores. Procuramos o tempo inteiro controlar nosso mundo exterior e as pessoas que nos cercam por um motivo: controlar a nós mesmos é muitas vezes uma tarefa árdua; já que estamos em nós mesmos fora de nosso controle, nossa estrutura psíquica desvia a atividade do controle para algo mais tátil: os sentimentos do outro. É claro que efetivamente não controlamos os sentimentos e atitudes de ninguém, mas temos como aliado nosso mundo imaginário, que imagina, presume e conclui coisas baseado em dados inventados por nós mesmos, nos colocando no conforto de acreditarmos no que quisermos.



O que era pra ser o facilitador da comunicação, colidindo com nossas questões comportamentais, acaba então por se tornar o dificultador, pois a importância que se dá aos sinais de uso dos aplicativos acabam por sufocar o conteúdo das mensagens trocadas. Um comportamento aprendido, que de tanto ser repetido está sendo cada vez mais incutido no cotidiano das pessoas, tornando-se causa e não efeito (ex.: os aplicativos deveriam ser efeito de uma relação de comunicação, e não causa de um embaraço).
Dias estressantes, cobranças de todos os lados, as relações deveriam ser o lugar onde encontramos reconforto. Permitir que comportamentos aprendidos (que sequer notamos serem danosos) é uma falha facilmente corrigível. Retomar a forma do diálogo, nos apropriarmos de nós mesmos, dizer o que precisa ser dito e desobrigar o outro de você. Desobrigá-lo de passar o dia conectado a você mesmo que a distância, desobriga-lo de achar normal ter sua privacidade invadida e sua individualidade violada por um padrão de comportamento aprendido, desobrigá-lo de demonstrar um afeto imposto mas principalmente, desobriga-lo de atender as suas expectativas (pois elas são suas).



É possível viver a naturalidade das coisas e desejar um “Bom dia” sem que seja isso um termômetro relacional, mas apenas um desejo sincero e incondicional de que o outro esteja bem. Que o fundamento das relações sejam mais baseados na produtividade da presença do outro em nossa vida e não pela angústia de sermos aceitos (ou não) em todo momento por ele.

Referências:

Psiconlinews
Disponível em: <http://www.psiconlinews.com/2015/07/mensagem-nao-visualizada-angustia-do-comportamento-aprendido.html>

Imagens da Internet