terça-feira, 5 de setembro de 2017

SETEMBRO AMARELO – O QUE É ISSO?



Setembro Amarelo é uma campanha que ocorre em todo o Brasil durante o mês de setembro e tem como objetivo ressaltar a necessidade da prevenção ao suicídio. O período foi escolhido porque 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.
Com o Setembro Amarelo, a ideia é promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio, além de divulgar o tema e alertar a população sobre a importância de sua discussão.
Esse projeto teve início no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), onde as primeiras atividades ocorreram no ano de 2014, em Brasília.
Atualmente, o suicídio é um problema de saúde pública no Brasil, e sua ocorrência tem crescido muito entre os jovens. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), nove em cada dez casos poderiam ser prevenidos. Todavia, as pessoas fogem do assunto, e por medo ou até mesmo desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas. Muitas vezes a própria vítima não entende que precisa de ajuda e acaba se isolando em uma solidão desesperadora.

Como reconhecer os sinais que podem salvar a vida de quem você ama


Existem alguns sinais de alerta que podem salvar a vida de alguém que está com pensamentos suicidas. Quem pretende tirar a própria vida apresenta os seguintes padrões de comportamento:

  • Remoer pensamentos obsessivamente;
  • Sentir-se completamente sem esperança;
  • Enxergar a vida sem nenhum significado;
  • Sensação de pensamentos envoltos em uma névoa;
  • Dificuldade de concentração.

Emoções de uma pessoa com ideias suicidas: elas podem se manifestar em alterações extremas de humor, excesso de raiva ou sentimentos de vingança, ansiedade, irritabilidade e sentimentos intensos de culpa ou vergonha. Pessoas com tendência suicida normalmente se veem como um fardo para a família e sociedade na qual estão inseridas e acreditam que estão sozinhas, mesmo quando estão perto de outras pessoas.

Algumas frases frequentes também são sinais de alerta: 

  • A vida não vale a pena;
  • Não vou ficar triste porque não vou estar mais aqui;
  • Você vai sentir minha falta quando eu for;
  • Ninguém vai sentir a minha falta quando eu morrer;
  • Não aguento a dor;
  • Não consigo lidar com isso;
  • Estou tão sozinho que queria morrer;
  • Não se preocupe, eu não vou estar por aqui para ver isso acontecer;
  • Não vou te atrapalhar mais;
  • Não queria ter nascido, entre outras.

Todavia, muitas vezes o maior potencial para o suicídio não é o fundo do poço, mas a súbita sensação de melhora. Isso pode indicar que a pessoa aceitou a decisão de encerrar a própria vida e está aliviada por ter um plano. Então, se uma pessoa depressiva e com grandes tendências suicidas melhorar subitamente, procure tomar providências imediatas.

Buscando ajuda profissional

Quem sofre com tendências suicidas deve iniciar um tratamento urgente e tomar medicações necessárias. Um acompanhamento psicológico não só para o paciente mas também para seus familiares será o grande diferencial para que o processo de cura se instale de uma forma mais rápida e eficaz.
Não tenha medo de conversar com a pessoa. Lembre-se de que o isolamento fará com que a mesma persista nos pensamentos suicidas. Todavia o carinho ajudará muito nesse momento.

Quando alguém pensa em suicídio, é pra matar a dor e não a vida!
Faça parte você também dessa campanha. Ajude. Divulgue. Acolha.


*imagens retiradas da internet

sábado, 26 de agosto de 2017

SER PSICÓLOGO...



Ser Psicólogo...
É acolher o EU mais profundo de uma pessoa e ajudá-lo a vir à tona, sem culpa e sentindo melhor consigo mesmo.
E muitas vezes, os profissionais da área da Psicologia se esbarram em algumas questões, como:

  • Você é psicólogo(a) e não deveria fazer isso.
  • Você é psicólogo(a) e não deveria rir disso.
  • Você é psicólogo(a) e não deveria rir tão alto.
  • Você é psicólogo(a) e não deveria se sentir triste.
  • Você é psicólogo(a) e não deveria fazer piada com isso.
  • Você é psicólogo(a) e não deveria ser tão sério... entre tantas outras...

Sabemos que a perfeição é uma ilusão. Fazer tudo perfeitamente é impossível para qualquer ser humano, inclusive para nós, psicólogos.
Afinal de contas, que psicólogo nunca se esbarrou em uma dor semelhante a sua durante uma consulta?
Claro que um bom profissional faz a sua psicoterapia primeiro para se respaldar e ter um controle emocional amplificado para tratar do outro. Mas lutar afincadamente pela perfeição é pedir o impossível.
Nós, psicólogos(as), dormimos, comemos e também erramos! Não analisamos os nossos amigos e família. E não somos videntes ou muito menos telepatas.
Nas reuniões familiares, festas, no churrasquinho do fim de semana, somos apenas pessoas como qualquer outra pessoa é. Dançamos, bebemos, nos divertimos e não há nada de errado nisso.
Ficamos doentes e não somos santos. Estudamos muito (e quando digo muito é muito mesmo) e também temos nossa vida pessoal e social. Namoramos e sofremos por amor. Ficamos deprimidos, choramos, temos estresse e ficamos de mau humor.
Sinto decepcioná-lo, mas um curso de graduação não tira do psicólogo(a) a sua essência humana. Por isso estamos sujeitos a qualquer tipo de problemas, como todo mundo. O estudo do comportamento humano não nos torna vacinados contra absolutamente nada.
Portanto, se você acha que vai encontrar no psicólogo um “ser” que é perfeito, está enganado.
Antes de ser um profissional, o psicólogo é um ser humano. Sim, somos de carne e osso como você. E a tecnologia ainda não conseguiu criar robôs que possam exercer a nossa profissão, pois somos doutores da alma e não programas previamente fabricados.
Valorize o seu(sua) psicólogo(a)!
Homenagem a todos os profissionais que fazem da sua vida uma profissão para transformar este mundo em lugar um pouco mais humanizado!
27 de Agosto – Dia do Psicólogo
*IMAGENS RETIRADAS DA INTERNET

domingo, 30 de abril de 2017

OS FILHOS DO QUARTO




 Olá, tudo bem com vocês? Relendo as mensagens que recebo me deparei com esta que se faz muito oportuna no momento. Nessa fase de séries e jogos via internet, esse texto escrito pela psicopedagoga Cassiana Tardivo se faz muito oportuno, pois nos leva a refletirmos muitas coisas que realmente estão à nossa frente e nós nos esquivamos a todo momento. Está na hora de pararmos de colocar a culpa nas situações que nos acometem diariamente e saírmos dessa zona de conforto. Que possamos ser adultos responsáveis por essa geração que colocamos como "o futuro da humanidade", para que realmente essa humanidade possa vir a ter um futuro digno. Boa leitura!
Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, mares... Hoje temos perdido eles dentro do quarto!
Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouví-los, mesmo à distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.
Quanto entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.
Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança. Quanta imaturidade nossa.
Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é...
Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.
Dentro de seus quartos perdemos os filhos pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar...
Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles têm sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.
Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos. Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente.
Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço a você um convite e, por favor, aceite!
Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablete, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiro, e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo dois dias estabelecidos na sua semana a noite (além do sábado e domingo).
E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidade de tê-los vivos, “dando trabalho” e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal.


Texto de Cassiana Modolo Tardivo - Psicopedagoga
imagens da internet

segunda-feira, 3 de abril de 2017

LEMBRE-SE DE LARGAR O COPO...




Relendo as várias mensagens e e-mails que diariamente recebo, me deparei com essa mensagem curta e profunda, a qual trago para que possamos refletir.
Desconheço a autoria, mas a mensagem diz assim:
... Uma psicóloga falando sobre gerenciamento do estresse em uma palestra levantou um copo d’água. Todos pensaram que ela perguntaria “Meio cheio ou meio vazio?”. Mas com um sorriso no rosto ela perguntou “Quanto pesa este copo de água?”. As respostas variaram entre 100 e 350g.

Ela respondeu:
“O peso absoluto não importa. Depende de quanto tempo você segura. Se eu segurar por um minuto, não tem problema. Se eu o segurar durante uma hora, ficarei com dor no braço. Se eu segurar por um dia meu braço ficará adormecido e paralisado. Em todos os casos o peso do copo não mudou, mas quanto mais tempos eu o segurava, mais pesado ele ficava”.

Ela continuou: “O estresse e as preocupações da vida são como aquele copo d’água. Eu penso sobre eles um pouco mais de tempo e eles começam a machucar. E se eu penso sobre eles durante o dia todo me sinto paralisada, incapaz de fazer qualquer coisa.” Então lembre-se de largar o copo...
Diante desta linda reflexão, eu lhe pergunto meu querido, minha querida: há quanto tempo você está segurando seu copo? Vale a pena continuar segurando? Qual o motivo desse apego tão grande? Esse copo pode estar representando seu trabalho, seu relacionamento, suas mágoas, os “nãos” que você já levou nessa vida...

Mas porque esse copo não pode representar as coisas boas da vida? Simples: porque o que nos faz bem não pesa nos nossos ombros nem em nossos corações. E quantas vezes mascaramos esse bem estar através de uma vida de aparências, quando na verdade por dentro estamos loucos para largarmos o copo...
O que te impede? Do que tem medo? Tens medo de ser feliz?

Sabemos que viver não é fácil, que não existe ninguém perfeito, que sim, haverá problemas... Mas a vida não se resume só a isso... E as alegrias, as conquistas, as vitórias? Independente do momento no qual você se encontra na vida, já parou para pensar no quão vitorioso você já foi por diversas e diversas vezes?
Então porque ficar se lamentando, segurando esses sentimentos que estão a te corroer a alma? Você consegue... Liberte-se... Aprenda a gostar de si mesmo, a se aceitar, pare de criar expectativas nos outros, respeite as suas opiniões, ame a si mesmo...
Aprenda a beber da água ou desocupe o copo... O resto só servirá de atraso e sofrimento emocional.  Pense nisso...
 * imagens retiradas da internet