terça-feira, 31 de julho de 2018

AS REVIRAVOLTAS QUE A VIDA DÁ


Interessante como tudo muda o tempo todo. Hoje a música preferida já não faz mais parte da nossa playlist, o trabalho que antes tanto almejávamos já se tornou cansativo, amizades que acreditaríamos serem duradouras hoje não existem mais...

E como num ciclo, etapas são encerradas e novas fases são iniciadas. Há quem goste, há quem deteste, mas independente do sentimento, a verdade absoluta é que isso vai acontecer, mesmo que não estejamos preparados. E talvez seja por isso que viver é tão bom: as nuances que a vida tem a tornam mais enigmática e ao mesmo tempo fantástica.

 Um dia estamos no topo, outro podemos estar no primeiro degrau, e nos momentos mais complexos, no buraco. Em qual momento você se encontra? E o que está fazendo para que esse momento perdure ou para que acabe?

Você já se deu conta de que um pensamento pode modificar toda a sua vida? Então o que está esperando para sair da sua zona de conforto? Não espere que a vida te ensine, procure aprender por iniciativa própria. E se surpreenda...

E por falar em surpresa, compartilho com vocês agora um texto escrito por uma adolescente maravilhosa, que com sua simplicidade nos mostra que viver é mais simples do que parece ser, nós é que complicamos tudo... 


Boa leitura e bom aprendizado!



“A vida tem umas reviravoltas muito loucas né? Um dia você está cheio de pessoas do seu lado e no outro olha e está sozinho. É impressionante como muitos entram na nossa vida e vão embora sem mais nem menos. Pessoas que juraram que nunca nos abandonariam simplesmente somem. E outras, às vezes, nos surpreendem, ficando do nosso lado quando mais precisamos.

Hoje, depois de muito tempo, percebo que essa ideia de “eu preciso disso para ser feliz” ou “preciso daquela pessoa para minha felicidade estar completa” é um vazio total. Temos que nos acostumar com as chegadas e partidas das pessoas em nossas vidas.

E nossa felicidade não depende delas ou de qualquer outra coisa...

Agora eu te pergunto: Quantos amigos (as) você já teve e hoje nem tem mais contato? Quantos namorados (as) você já teve e achou que seria o amor da sua vida e hoje nem olha em seus olhos? E agora uma pergunta até mais distante: Quantos professores(as) você adorava e hoje nem sabe por onde estão?

Com base nisso eu te pergunto: Você morreu? Deixou de viver? Doeu? Doeu... Mas não vai ficar pra sempre. Nunca vai. Seja forte, você é capaz de superar todas as tempestades da vida!”


Bruna Porfírio de Morais – 16 anos

Texto escrito em 24 de julho de 2018


* todas as imagens retiradas da internet

domingo, 24 de junho de 2018

UM POUCO DE CULTURA...



 


Já dizia Fernando Pessoa: “Cultura não é ler muito, nem saber muito; é conhecer muito”.

 
Pensando sobre este aspecto e de forma a valorizar os artistas tricordianos, a Prefeitura Municipal de Três Corações, através da Secretaria de Lazer, Turismo e Cultura e a Casa da Cultura Godofredo Rangel, promoveram a abertura do 21° Salão Aloysio Corsini de Artes Plásticas, ocorrido no dia 13 de junho de 2018 na Casa da Cultura Godofredo Rangel.



 O Salão reúne trabalhos em óleo sobre tela, grafite, aquarelas, esculturas em madeira e argila, fotografias e artesanato, todos estes confeccionados por artistas tricordianos, prosseguindo até o dia 11 de julho de 2018, sempre com a finalidade maior de abrir espaço para nossos artistas, fotógrafos e artesãos.
 
Criado em 1995, por sugestão do advogado Jaime Nogueira, o salão firmou-se como uma importante mostra de talentos artísticos da cidade e é destaque em nosso calendário cultural.


Este ano, o salão presta uma homenagem à artista plástica Heloisa Helena Lima Moreira, recentemente falecida, que sempre participou do salão, junto com seus alunos. Além de também homenagear o saudoso escultor Afonso Barra.



Sejam todos bem vindos. Os trabalhos dos artistas ficarão expostos até o dia 11 de julho de 2018 na Casa da Cultura Godofredo Rangel de segunda à sexta feira, de 12:00h às 18:00h.

  "Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe:

- Que tamanho tem o universo?
Acariciando a cabeça da criança ele olhou para o infinito e respondeu:
- O universo tem o tamanho do seu mundo.
Perturbada, ela novamente indagou
- Que tamanho tem o meu mundo?
O pensador respondeu:
- Tem o tamanho dos seus sonhos."
Augusto Cury





 *fotos realizadas no local do evento







domingo, 25 de março de 2018

QUAL É O SENTIDO DA VIDA?


Muitas vezes, em várias fases do nosso existir, acabamos por fazer esta pergunta: Qual o sentido da vida? Afinal, com a morte sempre à espreita, pode alguém simplesmente desaparecer deste mundo? A vida é só nascer, crescer, procriar ou não, envelhecer e morrer? Qual o sentido para tudo isso? Por que existimos?

Realmente o leque que se abre é imenso, onde nem sempre encontramos respostas, todavia, há uma infinidade de caminhos a serem percorridos... É fato que, quando realmente paramos para refletir o que estamos fazendo de nossas vidas, sempre sentimos um certo vazio existencial. A única certeza de que temos é que a morte é certa. A morte de cada um, a própria morte. Então, qual é o sentido em continuar? Quando pensamos sobre a nossa própria vida, tendo em vista que a morte é próxima, passamos a dar importância ao tempo, e com isso descobrimos que não temos todo o tempo do mundo. O que nos leva a uma outra pergunta: O que farei com o tempo que tenho disponível? E esta pergunta, juntamente com a resposta encontrada individualmente, o guiará por toda a vida.

Para a Biologia, o sentido da vida no estudo da vida (biologia) é a manutenção da vida, a reprodução da espécie. Na visão existencialista, que é uma abordagem da área da Psicologia, o sentido da vida não é algo pronto ou dado, mas algo construído, escolhido ou encontrado. Somos responsáveis por todas as escolhas que fizermos para darmos sentidos às nossas vidas.

Perceber que a vida não tem sentido pode parecer inicialmente estranho, perturbador, mas é ao mesmo tempo libertador, pois possibilita a cada um de nós sair da zona de conforto e se tornar autor de sua própria história, ao invés de ser um “copiador”, seguindo tradições impostas pela sociedade na qual estamos inseridos, sem nenhum critério.

É o sentido que damos a nossa vida que faz com que ela tenha um significado. As suas escolhas, suas atitudes, suas palavras, seus pensamentos... entre tantas outras formas de ser e existir. Todo esse conjunto, juntamente com as possibilidades diárias enfrentadas, o farão experimentar diversas sensações sobre “estar vivo” ou simplesmente “existir”. E devido ao intenso movimento entre acontecimentos e sentimentos, já que nada é estático, tudo se transforma com o tempo, pois nós nos transformamos o tempo todo. Ou seja, aquilo que inicialmente poderia tirar o seu apetite, o seu sono, hoje já não tira mais, e vice versa.

Não há como concluir na totalidade a questão sobre o sentido da vida, pois além de ser uma experiência totalmente individual e intransferível, a vida muda constantemente os caminhos, muitas vezes não fazendo sentido algum. E muitas vezes a vida não tem sentido porque não se trata simplesmente de ir para outro lugar, de chegar até uma meta, de concluir algo, rir e chorar, mas simplesmente de viver o momento.

“O sentido da vida difere de um homem para outro, de um dia para outro, de uma hora a outra hora. Assim, o que importa não é o sentido da vida em termos gerais, mas o significado concreto da vida de cada indivíduo num dado momento.”
(Viktor Frankl)

O ser humano não tem obrigação de definir o sentido da vida em termos universais. Cada um de nós o fará à sua maneira, pois o sentido da vida difere de uma pessoa para outra, através de experiências, de potenciais, de descobertas, onde cada um de nós descobrirá seu propósito vital em cada fase da nossa existência. E através de cada experiência ou fase, o que realmente importa é que cada objetivo nos confira satisfação e coragem para nos levantar pela manhã e lutar por aquilo que desejamos.

* todas as imagens retiradas da internet